André Chaves

27 anos

Em Maio de 2014 eu viajei para New York para visitar algumas das mais premiadas agências do mundo e aprender como elas estavam olhando para o futuro. E isso foi uma experiência incrível – especialmente porque através do Papel&Caneta minha missão era basicamente ajudar agências do Nordeste que estavam em busca do algo novo e inexplorado.

No entanto, depois de algumas visitas e conversas, um líder global me perguntou: você realmente acha que um projeto brasileiro seria capaz de reinventar a maneira competitiva como a indústria da propaganda funciona? Você acha que um brasileiro de 24 anos estaria preparado para uma missão tão desafiadora?

E por mais que eu acreditasse em mim, a partir desse momento eu percebi que eu precisava ir além e encontrar amigos — líderes que estavam iluminando novos caminhos em diferentes partes do mundo. Eu percebi que eu tinha que começar um movimento global e coletivo composto por líderes que também estavam na mesma jornada, dispostos a desafiar convenções, trabalhar juntos e lutar por mudanças positivas.

Em maio de 2016 – exatamente dois anos depois – eu estava em New York mais uma vez. E o mais importante: não mais sozinho. Mas sim com líderes e jovens expoentes de diferentes países e lugares como LEMZ, R/GA, Sid Lee, Sagmeister & Walsh, SpecialGuest, Code&Theory, FLAGCX, Buzzfeed, Mesa&Cadeira e GOOD. Um time composto por pessoas que até então não se conheciam, mas que queriam doar seu tempo e recursos para ajudar a comunidade trans negra a mudar o mundo.

Uma semana depois o Papel&Caneta foi destaque na Fast Company, a plataforma AskTransFolks alcançou 83 países e eu recebi um convite para estar em Cannes. E mesmo que tudo isso tenha sido incrível, sei que essa jornada está ainda apenas começando.

Maio, 2014 – Maio, 2016.